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Simposio Cem anos de Sagração da Primavera en Lisboa

Remitido
viernes, 27 de septiembre de 2013
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Los días 27 y 28 de septiembre tendrá lugar en el Teatro Nacional de São Carlos de LIsboa el simpósio “Cem anos de Sagração da Primavera (1913-2013)", organizado por la Facultad de Ciencias Sociales y Humanas de la Universidade Nova de Lisboa.

Presentación

O simpósio Cem anos de Sagração da Primavera (1913-2013) pretende congregar musicólogos, historiadores, investigadores, compositores, coreógrafos, bailarinos, encenadores, cenógrafos e a comunidade artística em geral, num encontro transdisciplinar onde se procurará:

- reflectir sobre a produção, recepção e estreia d’ A Sagração da Primavera de Stravinski/Nijinski/Roerich;

- reflectir sobre A Sagração da Primavera, a ideia de estética modernista que encerra, as suas repercussões, revisitações, reinterpretações, o estado da arte em torno dos seus estudos;

- traçar o percurso da interpretação e recepção d’ A Sagração da Primavera em Portugal;

- analisar, dar a conhecer e debater as propostas coreográficas d’ A Sagração da Primavera em Portugal;

- analisar a recepção d’ A Sagração da Primavera na imprensa portuguesa;

- reflectir sobre a influência d’ A Sagração da Primavera na produção artística em Portugal;

- interpretar o contexto histórico, socio-político, cultural e artístico, aquando da criação d’ A Sagração da Primavera, em 1913;

- analisar a recepção da passagem dos Ballets Russes por Lisboa, em finais de 1917.

A 29 de Maio de 1913, estreava no Théâtre des Champs-Élysées o bailado A Sagração da Primavera, inserido na temporada parisiense dos Ballets Russes do empresário Sergei Diaghilev. Com música de Igor Stravinski, coreografia de Vaslav Nijinski e cenários e figurinos de Nicholas Roerich, a miticamente conturbada primeira apresentação d’ A Sagração da Primavera viria a representar um momento chave no contexto do modernismo, nos domínios da música, da dança e das artes plásticas. A Sagração da Primavera, que tem como tema a celebração ritual da vida através do sacríficio e morte cerimonial de uma jovem (numa quase profetização da iminente Primeira Guerra Mundial que se iniciaria no ano seguinte), acabaria por se afirmar, nos últimos cem anos, como um dos mais revisitados bailados do repertório ocidental, cujo percurso foi marcado por propostas de coreógrafos como Léonide Massine (1920), Mary Wigman (1957), Maurice Béjard (1959), Kenneth MacMillan (1962), Pina Bausch (1975), Martha Graham (1984), Marie Chouinard (1993) ou Shen Wei (2003).

Em Portugal, o entusiasmo pelos Ballets Russes repercutiu-se desde cedo em obras, reflexões e propostas de autores como Almada Negreiros, Amadeu de Sousa Cardoso, António Ferro, José Pacheco, Francisco Florêncio Graça, Luís Reis Santos, Manuel de Sousa Pinto ou Rui Coelho, revelando-se um tema bem presente nos discursos e manifestos das correntes modernistas e futuristas da época, bem atentas à série de espectáculos dados pela companhia de Diaghilev aquando da sua passagem por Lisboa, em finais de 1917, cuja programação, contudo, não incluiu A Sagração da Primavera. Os ecos dos Ballets Russes e do imaginário por eles representado continuariam a fazer-se sentir ao longo da primeira metade do século XX culminando nos discursos e no projecto que, em 1940, no contexto do Estado Novo, deram lugar à criação, por António Ferro, então director do Secretariado da Propaganda Nacional, da companhia de Bailados Portugueses Verde Gaio, denominados no seu programa de apresentação como “os bailados russos portugueses”. Quanto à Sagração da Primavera, a história da sua interpretação, em Portugal, tem início com a coreografia de Joseph Russillo para a Fundação Calouste Gulbenkian, em 1980. Desde então, foram apresentadas as propostas de Carlos Trincheiras para a Companhia Nacional de Bailado (em 1984), de Millicent Hodson e Kenneth Archer (CNB, 1994), Marie Chouinard (Ballet Gulbenkian, 2003) e, mais recentemente, no contexto da comemoração do centenário do surgimento dos Ballets Russes, as estreias das coreografias de Cayetano Soto (CNB, 2010) e de Olga Roriz (Companhia Olga Roriz, 2010).

Programa

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013
9h30 Recepção dos participantes

10h00Abertura do Simpósio

10h30 - 11h30 1º Painel. Daniel Tércio, Os Ballets Russes no imaginário futurista e na imagética simultaneista. Maria João Castro, A dupla ausência de uma ‘Sagração’ na passagem dos Ballets Russes por Lisboa. Luzia Rocha, Imagens da Sagração em Portugal: apresentação fotográfica.

11h30 - 12h00 Pausa para Café

12h00 - 13h00 2º Painel Luísa Roubaud, Francis Graça. O bailarino russo português Rosa Paula Rocha Pinto, Pastichada dos bailados russos: os Ballets Russes no discurso em torno dos Bailados Portugueses Verde Gaio na imprensa periódica

13h00 - 14h30 Almoço

14h30 - 15h30 3º Painel Paulo Ferreira de Castro, Desmontando a obra de arte total: sobre a música d’A Sagração da Primavera Lucas Eduardo da Silva (Galon), O pensamento musical de Stravinsky: A Sagração da Primavera como possibilidade de superação da dicotomia entre o neofolclorismo musical e as vanguardas.

15h30 - 16h00 Pausa para café

16h00 - 17h30 4º Painel Jelena Novak, Classical music and Ventriloquist Dance: Le Sacre du Printemps reinvested Rui Catalão, Primavera Indomável Alexandra Balona, Paraíso – Colecção Privada’: A Sagração da Primavera do século XXI

18h00 Projecção do Documentário de Catarina Mourão Entrevista a Olga Roriz sobre a Sagração da Primavera, 31’10’’

Sábado, 28 de Setembro de 2013

10h00 - 11h30 Imagens d' A Sagração da Primavera, solo de Olga Roriz. Conversa com Olga Roriz

11h30 - 12h00 Pausa para café

12h00 - 13h00 5º Painel Maria José Fazenda, O efeito reparador e transformador da arte: reinterpretações contemporâneas da dimensão ritual de Le Sacre du Printemps. Humberto Ruaz, Consagração do Movimento: Le Sacre du Printemps de Igor Stravinski, Nijinski e Roerich – um Corpo de Gestos, Tempos e Formas.

13h00 - 14h30 Almoço

14h30 - 15h30 6º Painel Paula Gomes Ribeiro, Paris em Lisboa, 1913: sobre o papel das vivências da música na produção de um quotidiano ‘elegante’. Luís Miguel Santos, A recepção dos Ballets Russes na sua passagem por Lisboa em 1917.

15h30 - 16h30 7º Painel Edward Luiz Ayres d’Abreu, Stravinsky q.b. – os bailados de Ruy Coelho na década de 1910. Rui Magno Pinto, O deliberado propósito de ser original: Paraísos Artificiais de Luís de Freitas Branco.

16h30 - 17h00 Pausa para café

17h00 Mesa Redonda Música, Mito, Modernismo Moderação: Paulo Ferreira de Castro. Participantes: João Pedro Cachopo, Manuel Deniz Silva, Maria José Artiaga, Paula Gomes Ribeiro, Teresa Cascudo.

Entrada Livre. Inscrição com direito a certificado: 15€

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