Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 46 artículos.

Caderno do Francês: amor em tempos de guerra para guitarra (1)

Capa do Caderno do Francês. © 2022 by Museu da Ponte Vedra / Isabel Rei Samartim
O autor do "Caderno do francés" poderia ser um guitarrista da época napoleónica, talvez ligado ao mundo militar e/ou político que juntou as suas partituras com o propósito de as ordenar.As obras estão copiadas por várias mãos, em papeis com diferentes tamanhos, texturas e tintas.

O exímio guitarrista naviego Amador Campos (1894-1966) (2) no após-guerra

Retrato de Amador Campos, 1963, por artista desconhecido © 2022 by Arquivo familiar
Estes apontamentos sobre o naviego Amador Campos fornecem também elementos para entender o que aconteceu com o repertório galego para guitarra na primeira metade do século XX.Não vemos no seu programa obras de autores galegos, e sim uma influência grande dos guitarristas doutras partes da península.

O exímio guitarrista naviego Amador Campos (1894-1962) (1)

Cartaz de tournée de Amador Campos.  © by Fonte: Documentos da família.
O elevado número de referências na hemeroteca aos seus concertos e a quantidade de informações do arquivo familiar oferecem um panorama próprio dum guitarrista profissional.

Dous novos cadernos galegos de música para guitarra

Capa da canção napolitana Pozzo fa 'o prevete? de Javier Pintos Fonseca © 2022 by Fundo Pintos Fonseca, Museu da Ponte Vedra
Todas as peças fazem parte dos fundos galegos de música para guitarra e contêm dedilhação revisada, notas de edição e uma explicação, em três línguas, da origem de cada uma das peças e seus autores.

O médico guitarrista Luís Eugénio Santos Sequeiros (1909-2012)

Luís Eugénio Santos Sequeiros © 1930 by Emílio Fernandez Rodal
Luís Eugénio Santos Sequeiros era assíduo dos concertos de todo o tipo, a sua educação musical aprendida já desde a infância levava-o tanto a desfrutar dos eventos programados quanto a participar neles como regente e intérprete do quarteto de plectro.

O guitarrista troiano Júlio Mirelis Garcia (ca. 1860-1933)

Método completo de guitarra de Julio Mirelis © 2022 by Isabel Rei Samartim / BNE
O Método completo de guitarra (1892) de Júlio Mirelis é o primeiro método para guitarra documentado e publicado na Galiza.Para a história da guitarra galega significa, por um lado, a evolução dos métodos ou anotações didáticas anteriores, que eram manuscritas, e por outro lado, a evidência do uso popular do instrumento refletida em papel impresso.

O virtuoso bandolinista viguês José Mourinho Vilas (1891-1978)

Orquestra de José Mourinho, ca 1920. © by My Heritage
A evolução e intensidade da corda dedilhada em Vigo reflete-se nos múltiplos agrupamentos que existiram na cidade.A implicação da burguesia era um dos motores fundamentais, que rivalizava com a intensa e extensa atividade popular em torno dos cordofones dedilhados.

O misterioso guitarrista Francisco Baltar

A farmácia dos Baltar em Padrão © by Mundiario.com
A barcarola El Canto del Marino anunciou-se à venda em 16 de março de 1842 (Boletín Bibliográfico Español y Estrangero, 1842, p.91).Vendia-se no armazém de Carrafa junto com outras onze peças para voz e guitarra ou piano, recolhidas no que devia ser um belo livro de pequenas dimensões, intitulado Álbum Lírico ó Coleccion de doce canciones jocosas y sérias con acompañamiento de piano ó guitarra, compuestas por varios profesores.

Agostinho Rebel Fernandes e seus métodos para guitarra

Martinho d'Assunção © by Museu do fado
Há notícia de Agostinho Rebel através do seu aluno prodígio, o conhecido guitarrista de fado Martinho d'Assunção (Portal do Fado, 2010), e por ter publicado em Lisboa dous métodos de guitarra: «Método elementar progressivo para Guitarra Espanhola» e o «Novo método para Guitarra Española Elementar e Progressivo».

Vindication of tablature. On a paper by John Griffiths

Manuscrito barroco do Fundo Casto Sampedro © by Arquivo do Museu da Ponte Vedra
Griffiths condemns the falsehood of the tablature being a "peripheral" and unimportant notation in Western music, regrets the decline of studies on musical paleography, and speaks out clearly against the kind of musicology that keeps on seeing music history as a succession of styles, works and authors in alphabetical order, rather than treating it as a part of the social history of peoples, human behaviour and musical practice.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.