Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. En estos 3 años ha escrito 88 artículos.

Música da Catalunha e Valência na Galiza (2)

Baltasar Saldoni © Dominio Público / Wikipedia
Continua a relação comentada de obras e autores catalães e valencianos nos fundos galegos.Esta relação iniciou-se no artigo anterior.

Música da Catalunha e Valência na Galiza (1)

Ferran Sors. Litografía de Godofredo Engelmann.  © Dominio Público / Wikipedia
Dentre os fundos galegos analisados achamos 19 autores e 57 obras para ou com guitarra compostas por guitarritas catalães e valencianos.

Guitarristas catalães e valencianos na Galiza

 Clemencia Llerandi. 11/07/1919 © by Héctor Quiroga Pérez, México
O número e a extensão no tempo das visitas de guitarristas forâneos à Galiza significa que a nossa terra não somente era boa para o cultivo da guitarra, mas também para receber artistas doutros lugares interessad@s em atuar aqui.

Casimiro Tarantino, amigo da Galiza, pioneiro na Argentina

Método para guitarra de Casimiro Tarantino. Fonte: Fundo Local de Música de Rianjo © 2023 by Isabel Rei Samartim.
Tarantino aborda de maneira prática e simples o ensino dos elementos básicos da técnica guitarrística.Todas as lições contêm exercícios da sua autoria e vão salpicadas de obras a exemplificarem os estilos tratados compostas para o intérprete amador.

A Cântiga de Curros. A visão duma guitarrista

Manuel Curros Enríquez © Dominio Público / Wikipedia
Poucos guitarristas amadores improvisariam uma melodia popular numa tonalidade com quatro bemóis como Fá menor.Se Salgado foi o autor real da partitura publicada por Anselmo Lopez, então é que era mais do que um guitarrista amador.

Mais guitarristas em Ourense (2). A ditadura franquista

Orquestra de plectro do Barco de Valdeorras, 1930 © Dominio Público
Em 1958 acontecem dous eventos importantes: a primeira é a fundação dos cursos de Música em Compostela e a segunda, ligada a estes, é a criação do Conservatório de Ourense organizado como fundação onde participavam diversas entidades, coordenadas através do Padroado.

Mais guitarristas em Ourense (1). Ensino, intérpretes e orquestras

Frai Bento Feijó © Dominio Público / Wikipedia
As gaitas, a múseca de Moreiras, as parrandas de guitarras e frautas que foron chegando tocaban n-a eira alboradas e muiñeiras formando un feitizador conxunto, un concerto d'armunias estranas, algo ansi com'os murmuxos d'os aires e d'as augas n-as ribeiras e n-os montes d'as nosas aldeas.

Lais da Bretanha galego-portugueses

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Neste disco Manseliña apresenta cinco lais anónimos enlaçados às cantigas medievais de Afonso o Sábio, Estevão da Guarda, Gonçalo Anes do Vinhal e Dom Dinis.

Guitar Divas de Heike Matthiesen

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Matthiesen tira do passado a música enterrada antes de tempo e faz reviver a guitarra das que vieram antes de nós, completando o panorama do século XIX, mostrando-nos como elas eram interessantes, como a sua música é verdadeira e bela, e como elas constituem modelos de perfeição artística para @s guitarristas da atualidade.

Guitar Divas by Heike Matthiesen

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Matthiesen takes music that has been buried before its time and revives the guitar of women who came before us, completing the picture of the 19th century, showing us how interesting they were, how true and beautiful their music is, and how they are models of artistic perfection for today's guitar players.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.