Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 54 artículos.

O ensino de música na escola de pessoas surdo-mudas e cegas de Compostela

Adornos musicais nos bancos da Alameda compostelana © 2022 by isabel Rei Samartim
Manuel López Navalón estudou magistério em Madrid, onde trabalhava como Professor de Escritura no Colegio Nacional de Sordomudos y de Ciegos desde 1854.Em 1863 assume o cargo de Diretor do centro compostelano e será aqui onde realize um trabalho imenso de revolução pedagógica.

O fundo guitarrístico de Jesus Ínsua Yanes (2)

Guitarra de Jesus Ínsua Yanes © 2022 by Isabel Rei Samartim
A coleção de Jesus Ínsua acolhe o interessante conjunto do século XIX, que foi analisado no artigo anterior, e também numerosas obras de várias décadas do século XX que nos indicam o tipo de peças tocadas e ouvidas em Ortigueira naquela altura.

John Dowland, ou a paixão pela música

John Dowland: La música inglesa en tiempos de melancolía © 2022 by fórcola
"John Dowland.La música inglesa en tiempos de melancolía" faz uma defesa aberta da música para alaúde como um dos repertórios europeus mais belos e admiráveis.Isto não seria possível se o instrumento não fosse já, na sua construção, uma obra de arte dentro do âmbito artesanal.

O fundo guitarrístico de Jesus Ínsua Yanes (1)

6 piezas de José Costa con dedicatoria a Gómez Parreño © 2022 by Isabel Rei Samartim
As partituras conservadas por Margarita Ínsua Cal, filha de Jesus Ínsua Yanes, foram publicadas na Espanha, França, Itália e Inglaterra.O fundo está formado por 19 obras, sendo que 16 têm uma numeração moderna e 3 delas estão sem numerar.

O fundo para guitarra do Arquivo da Catedral de Lugo

Catedral de Lugo © 2010 by Antonio Costa
Copiadas da mão de Vila são as dez peças para guitarra conservadas no arquivo da catedral lucense, das quais a primeira é o famoso Allegro do guitarrista Juan de Arizpacochaga.As obras do manuscrito conservam-se no Arquivo de Música da Catedral, na pasta correspondente ao nome deste guitarrista, Arizpacochaga, e estão escritas em papel apaisado duplo e dobrado.

A coleção do Fundo Adalid. O Álbum para guitarra

Fernando de Torres Adalid (Lluís Ferrant Llausàs, 1852) © 2015 by Carolina Queipo
As partituras originais teriam sido reunidas ao longo do tempo, entre o final do século XVIII e boa parte do XIX.Finalmente, para as salvar do deterioro teriam sido copiadas no Álbum durante as décadas centrais do século XIX, tendo possivelmente servido como instrução de guitarra a várias gerações dos Torres Adalid.

A coleção do fundo Adalid. A guitarra na música de câmara

Retrato de Marcial Torres Adalid com 10 anos (ca. 1826) © 2015 by Carolina Queipo
Há aqui um grande trabalho por fazer na recuperação desta música de câmara com guitarra, que soou na Corunha no início do século XIX e que hoje ajuda a ilustrar o ambiente guitarrístico galego não unicamente da perspectiva do instrumento solista, ou popular, mas também do intenso cultivo camerístico por parte da burguesia galega.

Caderno do Francês: amor em tempos de guerra para guitarra (2)

Capa do Caderno do Francês. © 2022 by Museu da Ponte Vedra / Isabel Rei Samartim
A Sonata escrita para guitarra de seis cordas, sem indicação de autor, é a obra de mais peso de todo caderno.Esta sonata estende-se por várias páginas e desenvolve-se na escritura chamada 'violinística' típica da época, que caracteriza a composição para guitarra.

Caderno do Francês: amor em tempos de guerra para guitarra (1)

Capa do Caderno do Francês. © 2022 by Museu da Ponte Vedra / Isabel Rei Samartim
O autor do "Caderno do francés" poderia ser um guitarrista da época napoleónica, talvez ligado ao mundo militar e/ou político que juntou as suas partituras com o propósito de as ordenar.As obras estão copiadas por várias mãos, em papeis com diferentes tamanhos, texturas e tintas.

O exímio guitarrista naviego Amador Campos (1894-1966) (2) no após-guerra

Retrato de Amador Campos, 1963, por artista desconhecido © 2022 by Arquivo familiar
Estes apontamentos sobre o naviego Amador Campos fornecem também elementos para entender o que aconteceu com o repertório galego para guitarra na primeira metade do século XX.Não vemos no seu programa obras de autores galegos, e sim uma influência grande dos guitarristas doutras partes da península.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.