Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 17 artículos.

A virtuosa bandurrista Miss Zaida na Galiza (1884-1902) (2)

Método de Mandolina de "Andrés" © Coleção do Liceu Fernando Blanco de Cee.
Miss Zaida e Asensio acompanhariam a primeira projeção do cinematógrafo na Ponte Vedra, Vigo e Tui nos meses de abril e maio de 1897, num dos momentos de máxima promoção e fama de Miss Zaida, que contribuía assim para o desenvolvimento do cinema galego (El Diario de Pontevedra;

A virtuosa bandurrista Miss Zaida na Galiza (1884-1902) (1)

O odor das romãs © 1899 by Zaida Ben Yusuf
De setembro a dezembro de 1887, Miss Zaida e Mr.Jacobet tocam muito nos cafés do Ferrol, Compostela, Ponte Vedra e Lugo.Em ocasiões continuam a colaborar com o mundo do espetáculo, em associação com o prestidigitador César P.

O compositor, guitarrista e barbeiro ourensano Ramón Gutiérrez Parada (1874-1945)

Ramón Gutiérrez Parada (Ourense, 1874-1945) © 2021 by Isabel Rei Samartim
Ramón Gutiérrez Parada foi um dos compositores a participar do movimento de criação de música galega no primeiro terço do século XX.Travou amizade com a Federazione Mandolinistica Italiana, a cujos concursos de composição enviou várias obras.

A família Veiga-Valenzano e a guitarra

Vittorio Reggianini (1858-1938).«La soirée» © Dominio Público
...Mis Zaida es una bandurrista notable, que siente el arte con todas sus delicadísimas emociones.Hizo maravillas ejecutando el "Ave María" de Gounod, la "Alborada de Veiga" y otros números.La afamada artista recibió estruendosa ovación que con ella compartieron los hábiles guitarristas que la acompañan.

Cambra, Benavides e o pirata Juan March

Etiqueta de Domínguez Cambra, na bonaerense Avenida Entre Ríos, 177. © 2121 by Isabel Rei Samartim
Uma plêiade de violeiros galegos juntou-se ao redor do próspero Francisco Núñez, em Buenos Aires, aonde emigraram na procura da aprendizagem dum ofício maravilhoso e acharam em Buenos Aires uma guitarra argentina em pleno crescimento, e a ela contribuíram com a sua arte construtiva, sendo apreciados pelos guitarristas do país.

Francisco Núñez Rodríguez e o sonho americano

Francisco Núñez, editor. Assinatura e logótipo © 2021 by Isabel Rei Samantim
Diz Prat que em 1870 Francisco Núñez concibe a ideia de fundar a depois afamada Casa Núñez e que Núñez chegou a ser o primeiro industrial do mundo em construção de guitarras, cujo mercado superava ao já extenso do valenciano Salvador Ibáñez.

As guitarras de Cee. Francisco e Concepción González

Etiqueta da guitarra de F. González de 1876 © by Guitar Salon International
Francisco González Estévez foi um visionário que, metido à construção de instrumentos, conseguiu o prémio internacional mais importante da época para a guitarra: O concedido pela Segunda Exposição Universal, realizada no Campo de Marte, em Paris, em 1867.

A violaria galega no último terço do século XIX

Guitarra Hijos de Gonzalez no Liceu Fernando Blanco de Cee. © 2021 by Isabel Rei Samartim.
O facto de termos mais dados históricos numas épocas do que noutras não sempre significa que tenha havido maior, ou menor, atividade daquilo que se está a estudar.A informação que falta também fala por si mesma e outras informações paralelas podem ajudar a completar aqueles vazios históricos que ainda contém a nossa história.

A guitarra galega contada aos galegos e às galegas

Guitarra Galega © 2021 by Através Editora
Uma história familiar cheia de música e guitarra galega, os estudos oficiais no conservatório sem guitarra galega, a historiografia confusa da Spanish guitar entre o dream anglófono e a ensoñación espanhola, a certeza de que a história própria estava esquecida e o relato por construir, foram os ingredientes principais da grande pergunta que a autora procurou responder: Porquê não sabemos nada da guitarra e d@s guitarristas galeg@s?

A guitarra Voiriot e o respeito à Natureza

Roseta da guitarra Voiriot © 2021 by Isabel Rei Samartim
Na Voiriot conservada na Galiza, a longitude da escala é de 627 mm.O instrumento passou por um forte restauro perto do ano 2000 quando, depois de serem reparados os filetes, foi acrescentada uma escala um pouco mais alta para poder encordoar a guitarra.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.